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José Ramos, o linguiceiro da Rua Arvoredo. Conheça o serial killer canibal brasileiro

Em Porto Alegre do século 19, José Ramos e sua amante matavam a sangue frio numa cruel história de canibalismo. Agora, vocês irão conhecer a macabra vida desse casal.
Filho de uma índia com um soldado português que desertou e fugiu para Santa Catarina, local onde passou a morar e foi criado.

Suspeitavam que José matou o próprio pai ao defender sua mãe de maus-tratos, e que após isto, se mudou para Porto Alegre onde se tornou um policial violento. Porém, assim mesmo era considerado um homem gentil, que gostava de música e teatro.

Ramos era um homem alto, de olhos claros, voz assustadora e estranhamente perfumado. Ele vivia em ocasiões e locais de luxo, onde ganhou a fama de galanteador na capital gaúcha, onde também conheceu e se apaixonou por sua parceira, Catarina Palse.
Juntos, eles iam aos locais chiques e escolhiam com antecedência suas vítimas, José escolhia homens ricos que poderiam ser seduzidos por Catarina. Ela era uma mulher húngara, portanto a preferência era por homens gringos, já que ela não falava português. Então, ela os levava para o casarão de um cúmplice, o Carl Claussner, na Rua Arvoredo (atual Coronel Fernandes Machado).

Rua Arvoredo

Claussner era dono de um açougue situado na Rua Ponte, atrás de uma igreja. Então deste ponto, pode-se dizer que surge a ideia para os crimes de Ramos, o qual matava, mutilava e roubava os pertences de quem sua esposa atraía. O mais estranho sobre Catarina, é que era dito que ela não possuía grande beleza além de seus olhos azuis e cabelos loiros, que ela era baixa e muito obesa.

Após Ramos matar suas vitimas, Claussner os levava para seu açougue e lá desossava, triturava, misturava com carne bovina, sal, pimenta e especiarias e as transformava em linguiças. As misturas canibais eram oferecidas ao público, porém o trio não as comia. Ossos e restos que não usavam eram queimados.

Agosto, 1863
Em uma conversa com o casal, Claussner contou que estava infeliz em Porto Alegre e que estava pensando em viajar para o Uruguai. Com medo que ele os abandonasse, Ramos o matou e o enterrou no quintal do açougue, assim ficando de posse do casal o casarão e a loja, e contavam a quem perguntava que haviam comprado as propriedades de Claussner.

Crimes
Um comerciante português chamado Januário e seu caixeiro, José Ignacio de Souza Ávila, haviam simplesmente desaparecido. Os vizinhos do casal haviam presenciado o comerciante português e seu caixeiro um dia antes de seu desaparecimento. A partir do momento que a polícia descobriu este acontecimento, um dia depois Ramos foi intimado para que explicasse este mistério. Porém, ao chegar à delegacia, o acusado não revelou o que realmente tinha ocorrido, mas alegou que os desaparecidos teriam embarcado para o Caí.

Ao final do depoimento dado por José Ramos, o chefe de polícia, Dário Rafael Callado, não se convenceu da “história” contada por Ramos, e então decidiu investigá-lo e no dia 18 de abril, a polícia de Porto Alegre buscou provas na residência de José Ramos e deparou-se com uma cena de crime horripilante: no porão da casa de José Ramos e Catarina Palse, na Rua dos Arvoredos, estavam enterrados os pedaços de um corpo humano, já em avançado estado de decomposição. A vítima foi identificada: era Carlos Claussner, dono do açougue que contamos ali em cima.

Ao examinar um poço desativado, no terreno dos fundos da casa, a polícia encontrou os corpos do taverneiro Januário Martins Ramos da Silva e de seu caixeiro, José Ignacio de Souza Ávila, de apenas 14 anos, igualmente esquartejados. As buscas no poço prosseguiram, tendo a polícia encontrado ainda o cadáver de um cachorrinho preto, rasgado da garganta ao ventre.

Jornal da Época
 





Descobriu-se que, além das três vítimas, outras seis, que também viraram linguiça, tiveram seus restos enterrados no quintal. Em 1864, após um longo julgamento, Ramos e Paulsen foram condenados. Ela, a 13 anos sob regime de trabalhos forçados. Ele, à morte

Porém dizem que Ramos não foi de fato condenado à forca, que ficou em prisão perpétua e morreu cego, doente e sozinho num hospício.

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2 Comentários

  1. desde quando o brasil deixou de ter pena de morte?

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    1. O rei n gostava de sentenciar as pessoas a morte

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