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TOP 6 das mais letais cobras da Terra

Quando falamos de cobras, muitas pessoas sentem medo ou repulsa somente de tocar no assunto. Com a fama de serem perigosas por seus botes e os famosos venenos que podem ser letais para o ser humano, porém, vale lembrar que nem toda cobra apresenta perigo. Caso você aviste uma em sua casa, procure o Centro de Controle de Zoonoses da sua cidade e/ou estado.

Você aí, tem medo desses animais? Nesse artigo iremos listar 6 das cobras mais letais/venenosas que existem no planeta (lembrando que este artigo irá levar mais em conta seus venenos, ao invés da taxa de mortalidade e/ou acidentes);

A ponto de curiosidade, no Brasil existe 392 espécies de cobras, porém apenas 63 são consideradas peçonhentas. 

Para começar a lista iremos falar da Cascavel de Mojave (Crotalus scutulatus), na qual é encontrada principalmente nos desertos do sudoeste dos Estados Unidos e no centro do México.
Imagem/Reprodução: SCVNews

Esta cascavel pode medir de 1,37 à 4,5 metros de comprimento. Ela é conhecida por ser agressiva e sua picada libera uma neurotoxina que ataca o sistema nervoso do ser humano e pode causar paralisia. 

Houve um caso de um garoto de 6 anos, nos Estados Unidos que fora picado por tal cobra quando estava acampando com os pais em Camp Pendleton. Ele saiu de perto dos seus pais para perseguir seu cãozinho de estimação.

Ouviram gritos nos arbustos e o pai do garoto ouviu, quando chegou no local o menino já estava vomitando, espumando pela boca, tinha perdido os movimentos e mal conseguia respirar. Para a situação do menino se estabilizar, foi necessário 42 frascos de soro.

Agora viajando para a Austrália e Nova Guiné, vamos falar da Pseudonaja textilis, popularmente conhecida como "Cobra Marrom".
Imagem/Reprodução: Research Gate - Gunter Schmida

Sendo mais comuns em fazendas, florestas tropicais e regiões alpinas, a principal presa desta cobra são os ratos. Podendo medir de 1,49 à 2,11 metros, o veneno da cobra marrom oriental é extremamente mortal e é responsável por mais mortes na Austrália do que qualquer outra espécie de cobra. Das 35 mortes relatadas por mordidas de cobras entre 2000 e 2016 na Austrália, 23 foram causadas pela Serpente Marrom Oriental (Universidade de Melbourne, 2017).

Dito isto, as picadas dessa cobra têm uma taxa de mortalidade bastante baixa - apenas 10 a 20% -, uma vez que a cobra normalmente não produz um alto volume de veneno a cada picada. Os primeiros sintomas de uma picada de cobra marrom oriental incluem coagulação do sangue, queda repentina da pressão arterial, sangramento grave e insuficiência cardíaca. Outros sintomas incluem insuficiência renal, náuseas e vômitos extremos e enxaquecas.

Saindo um pouco da gringa, vamos voltar para nosso Brasil e falar de uma serpente bem popular por aqui, a Jararaca-da-mata (Bothrops jararaca). 
Imagem/Reprodução: Rádio Caçula

Medindo até 1,6 metros, possui corpo marrom com manchas triangulares escuras e região ao redor da boca com escamas de cor ocre uniforme, peculiaridades que propicia uma excelente camuflagem.

Essa espécie é responsável por 90% dos acidentes envolvendo serpentes aqui no país. Seu veneno pode provocar lesões no local da picada, hemorragia e necrose podem surgir, em casos mais graves, pode ser necessário amputar o membro afetado. No entanto, o cientista brasileiro chamado Mauricio Oscar da Rocha e Silva isolou da peçonha da Jararaca-da-mata o BPP (peptídeo potencializador da bradicinina). Esse composto serviu nos anos 60, para o farmacologista Sérgio Henrique Ferreira, que desenvolveu o Captopril, um medicamento usado para o tratamento de hipertensão e casos de insuficiência cardíaca.

Atualmente, grupos da Universidade de São Paulo e da Universidade Federal do Rio de Janeiro estudam propriedades do veneno desta serpente com possíveis efeitos contra doenças neurodegenerativas e trombose.


Imagem/Reprodução: Wikimedia - Wikispecies

Essa é a Ophiophagus hannah, ou Cobra-real ou ainda cobra-rei. Está ameaçada de extinção pela destruição de seu habitat natural e está listada como vulnerável na Lista Vermelha da IUCN desde 2010.

Sendo a maior cobra peçonhenta conhecida, cobras-reais adultas podem medir de 3 a 4 metros de comprimento, sendo que a maior já registrada chegou a medir incríveis 5,85 metros. Apesar da palavra "cobra" em seu nome comum, esta espécie não pertence ao gênero Naja, mas é o único membro do gênero Ophiophagus. 

Sua alimentação é carnívora e a sua dieta consiste basicamente de outras serpentes, venenosas ou não, porém também podem ser vistas se alimentando de lagartos, ovos e pequenos mamíferos. Seu nome científico Ophiophagus significa literalmente "comedora de serpentes".

Apesar de ter um veneno de toxicidade moderada para a maioria da família dos Elapídeos, a cobra-real é capaz de introduzir grandes quantidades do mesmo por mordida, o que a torna uma das serpentes mais letais do planeta. Para você ter noção, uma só mordida dela pode liberar até sete mililitros de neurotoxina, que é capaz de matar um tigre adulto ou até mesmo um elefante.

Viajando para as savanas do continente africano você pode se deparar com esta cobra, seu nome: Mamba-negra (Dendroaspis polylepis). Esta espécie vive a maior parte do tempo no solo, porém pode facilmente escalar árvores.
Imagem/Reprodução: Mixology News

Seu tamanho pode variar de 2,5 metros a 4,5 metros. É a cobra mais rápida do mundo, podendo deslocar-se até 20km/h — porém, usa essa velocidade para escapar de perigos e capturar suas presas.

Sua dieta consiste em pequenos mamíferos e aves, tem um bote muito rápido e sua neurotoxina causa paralisia quase que instantânea. Se o local da picada for no pé ou canela, a vítima pode morrer em até 4 horas. Se a picada for na região do tórax ou no rosto a vítima poderá falecer em menos de 20 minutos.

Essa cobra tem uma expectativa de vida considerada alta, de até 12 anos de idade.

Agora, para finalizar este artigo, iremos falar da cobra Taipan, com o nome científico de Oxyuranus. Essas serpentes pertencem à família Elapidae e são conhecidas por serem grandes, ágeis e extremamente venenosas.
Imagem/Reprodução: Elliot Budd

Essa espécie é endêmica da Austrália, possuindo três espécies: a taipan-costeira (Oxyuranus scutellatus), a taipan-do-interior (Oxyuranus microlepidotus), e uma terceira espécie descoberta recentemente, a taipan-das-cordilheiras-centrais (Oxyuranus temporalis).

Seu veneno neurotóxico é capaz de paralisar o sistema nervoso da vítima, coagular o sangue, bloqueando vasos sanguíneos e consumindo fatores de coagulação. Esta espécie está entre as serpentes terrestres mais letais da Austrália segundo a dose letal mediana de seu veneno em ratos. 

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