Fundado na década de 20, o Cecil Hotel, localizado na cidade de Los Angeles, tem sido cenário de alguns do casos mais bizarros — macabros — dos EUA. Apesar de nos seus anos iniciais ter sido um local de passagem, onde os hóspedes ficavam por um curto período, o hotel com o passar do tempo começou a abrigar pessoas por um longo tempo, com um custo baixo — atraindo assim pessoas sem-teto e diversas personalidades duvidosas. Bêbados e viciados em drogas eram um público popular do Cecil Hotel com o passar dos anos. Até que, apenas na década de 30, o lugar havia sido o "palco" de 6 suicídios

Além dos suicídios que ocorreram no hotel, no início da década de 40, um jovem hóspede de 19 anos chamada Dorothy, sofreu fortes dores em seu estômago e deu a luz a uma criança. Como a criança havia nascida morta, Dorothy atirou o corpo no teto de um prédio vizinho ao hotel. Mais tarde, ela foi julgada e inocentada pois tinha problemas psicológicos. Porém, as histórias bizarras no Cecil Hotel, não acabariam ali. 

Na década de 60, ocorreu o primeiro assassinato no hotel — que também foi um suicídio. Paulline Otton de 27 anos, se jogou do nono andar do prédio após uma discussão com seu companheiro. Na queda, a jovem caiu em cima de um transeunte, George, de 65 anos, que foi esmagado pela moça. 

Durante as décadas seguintes, suicídios continuaram acontecendo dentro das paredes de hotel. Porém, na década de 80, serial killers marcaram o local. Richard Ramirez, apelidado de 'Night Stalker' (Perseguidor da Noite) morou no hotel no ano de 1985, onde perseguiu, e matou, 13 mulheres. Jack Unterweger foi outro assassino que utilizou o hotel como local de caça para suas vítimas. 

Richard Ramirez. Fonte: Getty Images

Porém, foi em 2013 que o hotel foi o cenário de um dos crimes mais bizarros e sem solução da cidade de Los Angeles. No dia 19 de fevereiro de 2013, foi encontrado o corpo nu da jovem de 21 anos Elisa Lam. A canadense havia viajado para Los Angeles de férias da Universidade de Vancouver. Com pais preocupados, Elisa prometeu que manteria contato com sua família todos os dias. No entanto as ligações pararam abruptamente no dia 30 de janeiro, sendo este um dia antes da data prevista para o fim da estadia de Elisa no Cecil Hotel. A família então, recorreu as autoridades locais em busca de respostas sobre o paradeiro da filha. 

A polícia então, teve acesso as câmeras de segurança das dependências do hotel. A última gravação de Elisa, mostra a jovem agitada, apertando todos os botões do elevador e colocando a cabeça pra fora em todos os andares, como se tivesse medo de estar sendo perseguida. Ao final do vídeo, Elisa aparece gesticulando como se estivesse tendo uma conversa com alguém, porém, não há ninguém com ela de acordo com as gravações. E então, Elisa nunca mais foi vista. 

Elisa Lam

Duas semanas após seu desaparecimento, o hotel passou a receber muitas reclamações de hóspedes acerca da água do local. A água apresentava gosto estranho e cor escura. Funcionários então foram verificar a caixa d'água que se encontra no terraço do hotel. Foi lá, que o corpo de Elisa Lam foi encontrado. Sem vida, nu, e boiando ao lado das roupas com as quais foi vista pela última vez. O exame toxicológico da jovem apresentou ausência para álcool e drogas ilícitas, apenas relatando uma grande quantidade de remédios que podem ter sido usados pela jovem para tratar de seu transtorno bipolar. 

Há muitas teorias de que a jovem estava sofrendo de psicose ou alucinações porém nada explica como ela acabou chegando ao terraço do hotel. Sua família então abriu um processo contra o hotel por negligência. Porém nunca foi descoberto exatamente como o corpo da jovem chegou até lá, tendo em vista que o caminho até o terraço, dispararia um alarme que apenas funcionários do hotel saberiam como desativar. O caso então foi julgado como improcedente. 

Poderia o assassino ser membro do corpo de funcionários do hotel? Essa questão e outras acerca dos mistérios do Hotel Cecil, jamais foram respondidas. Teorias, entretanto, não faltavam. Uma das teorias acerca de Elisa, traz de volta a morte de Elizabeth Short. Também hóspede do Cecil, Elizabeth foi encontrada mutilada em uma rua próxima ao hotel em 1974. A teoria tem como base que ambas tinham idades próximas e estavam de viagem sozinhas. 

Elizabeth Short

Nada foi resolvido, e Elisa Lam não foi o último cadáver a ter uma relação com o estabelecimento. O último corpo foi o de um homem que cometeu suicídio em 2015. Amaldiçoado, assombrado ou palco de tristes coincidências? Talvez jamais saberemos. Entretanto, caso viaje para L.A., evite o Cecil Hotel.


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