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7 dicas para escolher um BOM CANDIDATO

No meio de uma pandemia mundial com mais de 150 mil mortos no Brasil, uma crise financeira avassaladora e desentendimentos políticos nunca vistos na nossa democracia, fica fácil esquecer que teremos eleições municiais este ano. Mas, sim, elas vão acontecer no dia 15 de novembro! E você? Já escolheu seus candidatos?

Sabemos que esse assunto é chato. Vamos ser sinceros: quase ninguém gosta de política. Mas a verdade é que, o fato de as pessoas não gostarem de política, também é um ato político!

Em geral, nos sentimos afastados da política porque achamos que o nosso voto não vai fazer diferença no cenário atual. Então, pesquisamos sobre algum candidato apenas dois dias antes das eleições ou aceitamos a dica de algum “amigo de um amigo” – isso, quando realmente saímos de casa para votar.

Com isso, ficamos diante destes resultados:

Eleições 2018: abstenção atinge 20,3%, maior percentual desde 1998, significando que quase 30 milhões de eleitores não compareceram às urnas.

Pesquisa realizada pelo Idea Big Data: 96% do povo brasileiro não se sente representado pelos membros do Congresso.

Ou seja, o que acontece é: quanto menos a gente vota, menos voz a gente tem. E, quanto menos voz a gente tem, menos representados vamos ser. E quanto menos representados somos, mais queremos nos rebelar.

E qual é a forma que as pessoas usam para se rebelar? Isso mesmo, não votando! Assim, temos um ciclo infinito e extremamente perigoso.

Uma parte da população acha que votar em branco ou nulo pode ser considerada uma boa forma de rebelião contra os políticos. Mas, lamentamos informar que essa ideia está completamente errada.

Isso acontece porque nem o voto branco, nem o voto nulo, são votos válidos! E o que isso quer dizer? Que nenhuma eleição vai ser anulada por causa desses votos, mesmo que o percentual de abstenções seja maior que o percentual do candidato eleito.

Agora, adivinhem quem adora esse alto número de votos brancos e nulos? A elite política conservadora e corrupta! Aqueles que fingem que querem mudar a velha política, mas, na verdade, só se interessam em beneficiar os próprios aliados.

Eleições - Café com Net

Nós, brasileiros, ainda estamos aprendendo a votar. Nossa democracia ainda é muito nova e cheia de interrupções. Então, aqui vão algumas dicas para clarear um pouco a mente de quem ainda está em dúvida dos próximos candidatos às eleições municipais:


1) O candidato não pode ser racista, homofóbico, machista, transfóbico ou qualquer um desses preconceitos que já deveriam estar extintos da sociedade (bem básico)

2) O candidato tem que estar comprometido com os direitos humanos de todos os humanos – e com a democracia!

3) O candidato deve ter transparência financeira: porque sabemos que todo tipo de corrupção começa com dinheiro. Então, nada mais importante que transparecer para onde vai cada gasto do governo.

4) O candidato deve querer mudar o sistema que existe hoje para beneficiar o povo e não as pessoas que estão no alto-escalão da política.

5) O candidato tem que assegurar que vai nomear pessoas e especialistas capacitados para os cargos e não alguém da família. 

6) O candidato deve apresentar um plano de governo claro: não adianta falar que vai “resolver a bagunça”, se não mostrar como vai resolver.

7) O candidato deve garantir que não vai usar o poder público pra benefício próprio.

Todos esses pontos são de extrema importância, mas o último deve receber um pouco mais de atenção.

Quando o político termina um mandato, ele não deve sair rico, relaxado e pronto para a outra. Se ele realmente for um bom político (lê-se: aquele que se importa com o interesse do povo), ele vai estar exausto porque gastou os últimos quatro ou oito anos, lutando para defender os direitos dos cidadãos.

O que devemos evitar, a todo custo, é que o eleito seja apenas mais um que utiliza da verba pública para seu próprio proveito e termina privando as pessoas de seus diretos básicos, como educação, saúde, saneamento, segurança... 

Quem reclama da segurança pública e da violência nas cidades, por exemplo, precisa entender que o berço de tudo está nessas ações de desvios de dinheiro que tiram a oportunidade de uma vida digna de boa parte da população.

Dessa forma, no dia 15 de novembro, Dia da Proclamação da República, é bom pensar bem em todos aqueles que lutaram para que pudéssemos exercer nossos direitos de cidadãos para irmos votar.

E claro, com todos os métodos de segurança necessários: máscara, álcool em gel, mantendo o distanciamento e levando sua própria caneta. 

Não podemos deixar de cumprir nossos papéis para o futuro de nossas cidades de forma consciente e responsável! 

E é sempre bom lembrar: não tem como implantar as políticas que nós acreditamos, sem colocar representantes que confiamos para lutar por elas.

                                             Ver perfil completo do Autor - Marcelle Souza

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