Decisão foi anunciada pelo presidente, Jair Bolsonaro, através de rede social, logo após foi publicada em edição extra do Diário Oficial. 

Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. (Imagem/Reprodução: Marcos Corrêa)

Nesta quarta-feira (28), após um dia intenso de críticas referente a possibilidade de privatização das Unidades Básicas de Saúde (UBS) do SUS, o presidente, Jair Bolsonaro, revogou o decreto publicado ontem, terça-feira (27), no qual permitia o Ministério da Economia estudar a inclusão das UBS no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

A revogação foi publicada hoje em uma edição extra do "Diário Oficial da União", sendo anunciada previamente por Bolsonaro, através de uma publicação em uma rede social.

Mesmo acoado devido as críticas que enfrentou de ex-parlamentares e especialistas, Bolsonaro defendeu o decreto 10.530.

"Temos atualmente mais de 4.000 Unidades Básicas de Saúde (UBS) e 168 Unidades de Pronto Atendimento (UPA) inacabadas. Faltam recursos financeiros para conclusão das obras, aquisição de equipamentos e contratação de pessoal", disse Jair Bolsonaro em sua postagem.

"O espírito do Decreto 10.530, já revogado, visava o término dessas obras, bem como permitir aos usuários buscar a rede privada com despesas pagas pela União", continuou.

Após meia hora, Bolsonaro editou sua postagem adicionando mais um trecho, no qual fala da possibilidade de reedição do decreto, alegando a incompreensão do mesmo.

"A simples leitura do Decreto em momento algum sinalizava para a privatização do SUS. Em havendo entendimento futuro dos benefícios propostos pelo Decreto o mesmo poderá ser reeditado", concluiu.

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