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O CINEMA vai voltar ao que era DEPOIS DA PANDEMIA?

O cenário da crise decorrente do novo coronavírus gera consequências em diversas áreas, incluindo a indústria do cinema. 

Após 007 – Sem tempo para morrer ser adiado no mundo todo em plena turnê de lançamento, várias outras produções seguiram o mesmo exemplo. 

Mas, a mudança de calendário não é a única consequência dessa crise. Vale lembrar que o cinema gera a renda de milhões de pessoas, desde aqueles que fazem os filmes, os distribuidores e exibidores, até os atendentes de balcões de pipoca.  

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Imagem: Revista Exame

Como uma das grandes medidas para tentar frear o contágio é evitar grandes aglomerações públicas, uma das primeiras ações foi o decreto de fechamento de salas de cinema, algo que já afetou as camadas mais baixas desta indústria. O Kinoplex, por exemplo, adiantou as férias coletivas dos funcionários, já o Cinemark, criou um plano de demissão voluntária. 

A crise também prejudicou filmes que estão em desenvolvimento e as pessoas que trabalham neles. Quando Tom Hanks anunciou que ele e a esposa haviam sido contaminados pelo vírus durante as gravações de um filme na Austrália, um alerta soou para as produtoras, que começaram a tentar evitar essa situação. 

No Brasil, isso não foi diferente, com a Rede Globo suspendendo as produções de todos os seus conteúdos de entretenimento ao vivo e, principalmente, as gravações das novelas.  

Com o passar dos meses, várias flexibilizações e a diminuição no número de mortes, algumas produções voltaram aos estúdios. 

Mas isso não significa que as coisas estão normais. A própria Globo, como mencionado, voltou a gravar suas novelas com um esquema de proteção tão rígido (envolvendo quarentena dos atores antes e depois, telas de acrílico entre os personagens, computação gráfica e até moldes de rostos) que um capítulo poderá demorar mais de uma semana para ser finalizado. 

Nesse cenário, é difícil prever um futuro para a indústria do entretenimento, mas não custa nada divagar sobre as várias possibilidades existentes. 

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Imagem: Sputnik Brasil

Streaming 

Os analistas afirmam que – além das assinaturas de sites pornôs (surpreendentemente) – os serviços de streaming apontam as audiências maiores durante a crise do coronavírus, inclusive, algumas produtoras já levam isso em consideração. A Universal Pictures anunciou o adiamento de alguns filmes nas plataformas digitais para que eles fiquem disponíveis tanto no cinema, quanto para aluguel online.  

Gravações de tela 

Com formatos inovadores, filmes nos modelos de Amizade Desfeita (2014) e Buscando... (2018), nos quais a trama é contada através da webcam ou no estilo de interfaces de celular/computador, podem se tornar mais comuns. Nesses casos, os profissionais poderiam trabalhar de suas casas, desde a direção ou até funcionalidades técnicas como fotografia e som. 

Além disso, fazendo a comparação com uma grande produção, este estilo de filme é consideravelmente mais barato, já que utilizam GoPro e até iPhones –  câmeras mais acessíveis que as usadas nos grandes sets de filmagens. 

Found fotage 

Outra possibilidade é o found fotage, formato que se popularizou com A Bruxa de Blair (2009) e Atividade Paranormal (2007). Esse estilo simples e de baixo custo de produção faz sucesso pela pegada crua e realista, possibilitando que apenas algumas pessoas estejam nos sets. Apesar do terror ser mais clássico nesse formato, também há a opção de fugir para a comédia, como na sátira Inatividade Paranormal (2013) ou, então, ficção científica, como acontece em Poder Sem Limites (2012)

Animações 

Outra coisa que não deve ficar de fora são as animações, já que é mais fácil, e até comum, terem partes feitas de forma remota. Um exemplo é o longa A Lenda dos Guardiões, cujo diretor, Zack Snyder, dirigiu parte à distância, porque estava envolvido com as gravações de outro filme. Então, vale a pena lembrar que o novo Bob Espoja, Super Mario e Minions estão sendo produzidos nesse momento.  

Filmes de baixo orçamento 

Dentro desse cenário, é esperado que os blockbusters fiquem em segundo plano, já que precisam de uma equipe enorme. Então, não seria estranho se os estúdios resolverem produzir longas com apenas um ou dois atores. Hoje mesmo, já existem filmes que mostram a quarentena de forma criativa, como Shadowed (2020) e Lockdown 28 (2020)

Documentários 

Não dá para esquecer dos documentários, que continuam sendo produzidos. Eles se tornam ótimas opções porque tudo o que precisam é criatividade e uma câmera. Na verdade, às vezes nem é preciso a câmera! Já que é possível criar filmes com bancos de imagens e cenas que já foram gravadas.  

Inclusive, uma dica de ficção realizada com imagens de arquivo é o filme nacional Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo (2009). A produção inova usando apenas takes de documentários e a narração do protagonista, que nem aparece.  

Versão do diretor 

Uma solução menos criativa, mas que serve como reciclagem de filme é a versão do diretor. Depois de ser anunciado o lançamento da versão do Zack Snyder da Liga da Justiça, a repercussão foi tanta que os boatos sobre o possível corte do diretor de Esquadrão Suicida (2016) também ganharam força. Com várias especulações, é possível esperar que a moda pegue e versões mais autorais de diversos filmes cheguem ao público.  

Depois de tudo que já vivemos em 2020, pode parecer difícil enxergar os pontos positivos. Mas não podemos esquecer que momentos de crise como esse incentivam os autores a serem mais criativos. Então, vamos torcer para que haja uma reinvenção das artes.  

Aos poucos, os cinemas estão reabrindo, mas vale a lembrança de ficar em casa enquanto pode. Vamos esperar uma vacina efetiva para podermos gastar nossas economias colocando o catálogo de produções em dia e de forma segura

Ver perfil completo do Autor - Marcelle Souza

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