A engenheira brasileira, Lídia Galdino, da University College London (UCL), é a autora deste feito tecnológico nunca antes realizado.

Ao liderar um grupo de pesquisadores da instituição britânica, ela bateu o recorde de velocidade da internet, atingindo 178 Tbps (terabytes por segundo). Isso é cerca de 20% mais rápido que o recorde anterior – de 150Tbps, atingindo por uma equipe do Japão, sendo o dobro das melhores fibras ópticas existentes hoje e perto de 2,6 milhões de vezes a velocidade média das conexões domésticas no Brasil, que é de 67,8 megabits por segundo (Mbps).

Daniel Fernandes Macedo, pesquisador e doutor em Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), fez alguns cálculos para dar uma ideia do que significa 178 Tbps de velocidade de transmissão na internet.

"Se alguém tentasse baixar hoje todo o conteúdo disponível na Netflix, estimado em 3.600 terabytes (TB), para seu computador — tendo ele espaço o suficiente — com a velocidade da internet no Brasil, levaria aproximadamente 14 anos, 9 meses e 18 dias — se a conexão se mantivesse estável", declarou.

Em Cingapura, que a internet é a mais rápida do mundo, com a velocidade de 226 Megabytes por segundo, o tempo seria de 4 anos, 4 meses e 24 dias. Muito tempo comparado aos três minutos conseguidos por Lídia e sua equipe.

Porém, antes de começar a comemorar tal feito, vale mencionar que essa velocidade não será disponibilizada – pelo menos não cedo – para conexões domésticas e smartphones. De acordo com Lídia, sua tecnologia será usada na estrutura central da internet, onde acontece o tráfego grosso dos dados.

Felype Oliveira
Criador e redator do Café com Net.

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