Israel entra em confinamento pela terceira vez, tentando também acelerar ritmo de vacinação

O grande aumento das contaminações em Israel não deixou escolha para os governantes, o lockdown retornou para o país hoje (domingo, 27 de dezembro) – sendo este, o terceiro bloqueio desde o início da pandemia.

De início, foi determinado que a quarentena durará duas semanas, tendo possibilidade de prorrogação. Sendo proibido ultrapassar o raio de 1km da própria residência.

Caso a quantidade de contaminações diárias permaneça superior a mil, a medida pode ser prolongada por até um mês. Uma parte das escolas foram fechadas, quarentena é obrigatória aos israelenses que chegarem do exterior e as fronteiras estão fechadas para todos os estrangeiros, tudo isso, segundo o Governo de Israel, para tentar impedir uma terceira onda da Covid-19 no país.

Uma parcela considerável dos israelenses não escondem a revolta com a decisão, em especial entre os comerciantes, que estavam observando uma leve recuperação, após praticamente um ano inteiro de grande prejuízo. Por isso, centros comerciais ameaçam reabrir de qualquer maneira em 10 de janeiro.

"Não poderíamos estar mais desanimados. Nós, pequenos lojistas, não recebemos nenhuma ajuda do Estado", lamenta Nathalie Hirschprung, proprietária de uma livraria em Jerusalém.

O governo tem o objetivo de realizar 150 mil injeções por dia a partir da próxima semana para imunizar 1/4 da população em apenas um mês, seguindo a campanha de vacinação em ritmo acelerado. Porém, para que a meta possa ser cumprida, o país depende da entrega de 14 milhões de doses dos laboratórios Pfizer e Moderna.

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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, demonstrou seu otimismo sobre a estratégia de vacinação no sábado (26):

"Estamos em uma gigante campanha de vacinação, sem precedentes no mundo. Peço que vocês respeitem esse curto lockdown. Juntos, isso nos permitirá sermos os primeiros a vencer o coronavírus", declarou.


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