Por que a violência contra a mulher não acaba?

A mulher vive uma luta constante contra opressão dominação, constrangimento familiar e social.

Na idade média a mulher era agredida pelo marido, pois ela não tinha direito, vivia uma submissão.

Mas muito tempo depois, a mulher ainda passa por agressões, mesmo com o avanço dos direitos a mulher ainda esta sendo violentada, seja psicologicamente, fisicamente ou moralmente.

Não podemos banalizar, a mulher pode ter vergonha, medo de pedir ajuda, por diversos fatores; Se sentem fracas emocionalmente, e sabe que a justiça não pode ou melhor, pouco faz por elas. As nossas leis são paliativas, são falhas. 

No primeiro semestre de 2020, 53 mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil .

Os mecanismos existentes não estão dando suporte suficiente que a mulher necessita, ela está totalmente vulnerável, seja em casas, mansões, nos morros, nas periferias. 

Até quando o poder publico vai fechar os olhos?

O crime no Brasil só está aumentando, as mulheres que estão em relacionamentos tóxicos na maioria das vezes se calam por medo, do seu algoz.

Se você conhece alguém que está passando por isso ofereça ajuda, com certeza ela está com o emocional abalado. Empreste seu ombro, e ajude ela a se levantar e pedir ajuda.

Não espere para ir realizar uma visita só quando ela estiver em hospital ou no cemitério.

Formas de violência contra a mulher:

De acordo com o Artigo 7 da lei 11340/2006, são forma de violência doméstica e familiar contra a mulher:

I - Violência física, entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal.

II - Violência psicológica, entendida como qualquer conduta que cause dano emocional e diminuição da autoestima, ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar as ações, comportamentos, crenças decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição, insulto, chantagem, ridicularizarão, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo a saúde psicológica e a autodeterminação.

III - Violência sexual entendida como qualquer conduta que constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força que a induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou a prostituição, mediante a coação, chantagem, suborno ou manipulação ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais reprodutivos.

Ainda temos outros tipos de violência moral, calúnia, injuria e difamação.

Patrimonial e econômica: controla o dinheiro da mulher, limita as suas compras manipulando seus gastos, destrói objetos, não deixa trabalhar, oculta bens e propriedades. 

Se você se identifica em alguns dos tópicos, busque ajuda, saia dessa prisão.

COMO AJUDAR UMA PESSOA VITIMA DE VIOLÊNCIA

  1. Oferecer ajuda é o primeiro passo, pois a pessoa que está nessa situação se fecha para o mundo evita contato com as pessoas, evita falar o que está passando, sente vergonha medo entre outros sentimentos.
  2. Quando a vítima der uma oportunidade, fale das redes de ajuda, e que ela pode realizar a denúncia até pela internet, o numero 180 está disponível para denúncias.
  3. Se você ver alguém passando por agressões também pode denunciar, sua ligação pode salvar uma vida.
  4. Não julgue o que a vítima está passando, pois ela está vivendo um relacionamento tóxico, e mentalmente está totalmente perdida, na maioria das vezes não conseguem enxergar uma solução para o seu problema, pois o agressor, envolve a sua vítima em uma armadilha psicológica, manipulando-a.

Não julgue a si mesmo, por estar nessa situação.

Mude seu olhar, não deixe que as pessoas façam você desistir da pessoa maravilhosa que você é, lute conquiste, seja quem você quiser ser. 

Sobre o Autor

Simone Navarro
Instagram: @navarro.simone

Psicanalista, terapeuta floral, Pedagoga, Coach.

  • Especialista em Saúde Mental e Dependência Química.


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