O Papa Francisco, iniciando a primeira viagem de um pontífice ao Iraque, fez um apelo nesta sexta-feira (5), pelo fim da violência militante e dos conflitos religiosos que atormentam o país há décadas, dizendo que os pacificadores deveriam finalmente ter uma chance.

Papa Francisco viaja ao Iraque e faz apelo pela paz

"Que o choque de armas seja silenciado... que haja um fim aos atos de violência e extremismo", disse ele, dirigindo-se ao presidente iraquiano, Barham Salih, a políticos e diplomatas no palácio presidencial.

Francisco chegou ao aeroporto de Bagdá sob segurança reforçada, depois de dizer aos repórteres em seu aivão que se sentia obrigado a fazer a viagem "emblemática" porque o país "foi martirizado por tantos anos".

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Reuniram-se centenas de pessoas em pequenos aglomerados para vê-lo ser levado a Bagdá em uma BMW à prova de balas, algo incomum para o Papa Francisco, que normalmente insiste em usar carros pequenos e normais.

Uma carreata de dezenas de veículos o acompanhou para fora do complexo do aeroporto, que recentemente foi alvo de disparos de foguetes de grupos de milícias.

A maioria das pessoas ao longo das estradas e até mesmo algumas pessoas no palácio presidencial não usavam máscaras, apesar do risco de coronavírus.

Enquanto Francisco e o presidente caminhavam juntos, o papa de 84 anos visivelmente estava mancando, indicando que sua ciática pode ter se manifestado novamente. A condição o forçou cancelar vários eventos no início deste ano.

Em seu discurso no palácio, Francisco fez crítica ao interesses faccionais e estrangeiros que desestabilizaram o Iraque e toda a região e atingiram mais duramente as pessoas comuns.

"O Iraque sofreu os efeitos desastrosos das guerras, o flagelo do terrorismo e os conflitos sectários muitas vezes baseados em um fundamentalismo incapaz de aceitar a coexistência pacífica de diferentes grupos étnicos e religiosos", declarou.

Mais tarde, ele prestou homenagem às pessoas mortas em ataques motivados pela religião, visitando uma igreja de Bagdá onde pistoleiros islâmicos mataram cerca de 50 fiéis em 2010. Suas mortes foram um lembrete de que "violência ou derramamento de sangue são incompatíveis com os ensinamentos religiosos autênticos", disse ele.

A segurança do Iraque deu uma melhorada desde a derrota do Estado Islâmico em 2017, porém o país continua a ser um teatro para acertos de contas globais e regionais, especialmente pela rivalidade entre EUA e Irã que ocorreu em solo iraquiano.

A invasão dos Estados Unidos em 2003, após anos de sanções internacionais e uma guerra devastadora com o Irã instigada pelo ex-líder Saddam Hussein na década de 1980, mergulhou o Iraque em um conflito sectário e má gestão crônica que o assola desde então.

Alerta: este artigo foi escrito por membros da equipe de jornalismo especial do Café com Net 'Coffee Network', revisado diretamente por Felype Oliveira, com base em informações da Agência Reuters, imprensa britânica. alert-info

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